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O primeiro capítulo da jornada da ASYR: de uma frustração pessoal à construção de uma plataforma para descoberta, identidade e comunidade na moda.

RC

Raissa Correia

1 de junho de 2026

Se alguém tivesse me perguntado alguns anos atrás se eu criaria uma empresa de moda, eu provavelmente teria dado risada.

Minha formação é em engenharia de software. Passei a minha carreira construindo sistemas, produtos digitais e plataformas. Moda nunca foi sequer um interesse, eu sempre achei o processo de comprar roupas exaustivo e algo que eu evitava fazer.

Eu não gostava de passar horas procurando peças. Não gostava de entrar em dezenas de lojas. E, sinceramente, mesmo quando encontrava algo que gostava, ainda precisava decidir se o preço fazia sentido, se a qualidade parecia boa, se serviria direito e se aquilo realmente combinava comigo.

Com o tempo comecei a perceber:

A internet resolveu problemas incrivelmente complexos. Hoje descobrimos músicas, filmes, restaurantes, hotéis e até parceiros amorosos através de plataformas. Se eu quiser encontrar um artista independente do outro lado do mundo que bate com meu gosto musical por mais excêntrico que seja, provavelmente consigo em poucos minutos.

Mas quando o assunto é moda, a experiência ainda parece estranhamente fragmentada.

Eu encontrava roupas através de anúncios. Descobria marcas por acaso. Salvava referências espalhadas entre Instagram, Pinterest e favoritos do navegador. Às vezes encontrava uma peça que gostava, mas não sabia com o que usar. Outras vezes sabia exatamente o que procurava, mas não fazia ideia de onde encontrar a peça exata.

E quanto mais eu observava isso, mais percebia que não era um problema só meu!

Consumidores tinham dificuldade para descobrir marcas.

Marcas menores tinham dificuldade para serem descobertas.

Criadores independentes produziam trabalhos incríveis, mas competiam por atenção em ambientes onde quase tudo gira em torno de publicidade e algoritmos.

Foi aí que comecei a olhar para moda não apenas como alguém tentando comprar roupas, mas como alguém acostumada a analisar sistemas.

Por que descobrir e consumir moda ainda parecia tão difícil e frustrante?

Por que existiam tantas ferramentas para vender, mas tão poucas para ajudar as pessoas a descobrir, explorar e construir uma identidade própria?

Essas perguntas acabaram me levando a uma hipótese:

O problema definitivamente não é comércio, ou falta de marcas, ou diversidade de produtos.

Talvez moda ainda carece de infraestrutura para descoberta, comunidade e identidade.

Foi assim que nasceu a ASYR e digo hipótese porque esse projeto ainda está no começo.

Hoje estou construindo o primeiro protótipo que considero sério o suficiente para colocar no ar. Ainda estou tentando entender quais funcionalidades realmente importam, quais modelos de negócio são viáveis, quais incentivos funcionam e até quanto custa manter algo assim funcionando.

Também estou aprendendo sobre uma indústria da qual eu não fazia parte até pouco tempo atrás.

Conversando com consumidores, marcas, criadores para aprender.

Tentando separar o que parece uma boa ideia daquilo que realmente resolve um problema.

Este blog existe para registrar esse processo.

Parte dos textos será sobre a construção da ASYR. Parte será sobre moda, tecnologia, design, comportamento e comunidade. E parte provavelmente será apenas sobre perguntas que ainda não sei responder.

Talvez algumas das ideias que escrevo aqui mudem completamente daqui a alguns anos e espero que mudem!

Bem vindos a ASYR! Obrigada por ter lido até aqui!

Se quiserem se cadastrar o convite é FOUNDERS50

Tá tudo bem vazio ainda, não reparem!

Raissa C. Correia

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